Adorador, sê tu uma bênção

11 03 2011

Referência: João 4.24

INTRODUÇÃO

1.Jesus diz para a mulher samaritana que o que adoração não é:

a)Não é adoração centrada em lugares sagrados (Jo 4:20) – Não é neste monte nem naquele. Não existe lugar mais sagrado que outro. Não é o lugar que autentica a adoração, mas a atitude do adorador.

b)Não é adoração sem entendimento (Jo 4:22) – Os samaritanos adoravam o que não conheciam. Havia uma liturgia desprovida de entendimento. Havia um ritual vazio de compreensão.

c)Não é adoração descentralizada da pessoa de Cristo (Jo 4:25-26) – Os samaritanos adoravam, mas não conheciam o Messias. Cristo não era o centro do seu culto. Nossa adoração será vazia se Cristo não for o seu centro. O culto não é para agradar os homens. A música não é para entreter. A verdadeira música vem do céu e é endereçada ao céu (Sl 40:3).

2.Jesus diz para a mulher samaritana o que a adoração é:

a)A adoração precisa ser bíblica (Jo 4:24) – O nosso culto é bíblico ou é anátema. Deus não se impressiona com pompa, ele busca a verdade no íntimo.

b)A adoração precisa ser sincera (Jo 4:24) – Ela precisa ser em espírito, ou seja, de todo o coração. Precisa ter fervor. Não é um culto frio, árido, seco, chocho, sem vida.


I.PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA QUE O ADORADOR SEJA UMA BÊNÇÃO

1.O adorador precisa entender que a sua vida é a vida da sua adoração

Não está procurando adoração, mas adoradores que o adorem em espírito e em verdade.

A prática da adoração está enraizada na vida do adorador.

A prática da adoração jamais poder ser divorciada da pessoa do adorador.

Exemplo: Caim – Deus rejeitou a vida de Caim antes de rejeitar a oferta e o culto da Caim. Se a nossa vida não estiver certa com Deus, o nosso culto será uma ofensa a Deus.

Isaías 1:14 – “As vossas festas de lua nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer.”

E.M.Bounds disse: “Nós estamos procurando melhores métodos. Deus está procurando melhores homens. Deus não unge métodos, Deus unge homens.

Não é a grandes talentos que Deus usa, mas a homens piedosos – Vocês são as suas próprias ferramentas. Mantenham-nas afiadas. Mantenham sempre vestes alvas e tenham sempre óleo fresco sobre a cabeça.

2.O adorador precisa entender que a adoração não é uma questão de performance diante dos homens, mas de sinceridade diante de Deus

O profeta Isaías levantou a sua voz em nome de Deus e disse: “Este povo me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.”

Davi compreendeu que Deus procura a verdade no íntimo.

Exemplos: 1) Hofni e Finéias – Trouxeram a Arca da Aliança para o acampamento, símbolo da presença de Deus e o povo foi derrotado. 2) Amós 5:21-24 – “Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembléias solenes não tenho nenhum prazer. E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, não me agradarei deles, nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais cevados. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras. Antes, corra o juízo como as águas; e a justiça, com rebeiro perene.”

3.O adorador precisa entender que um culto ainda que ortodoxo divorciado da vida cotidiana não agrada a Deus

Culto sem conexão com a vida diária é entretenimento espiritual.

O apóstolo Paulo diz que o culto racional não é apenas um tempo de louvor e de ministramos que temos na igreja, mas a oferta do nosso corpo a Deus na dinâmica da vida (Rm 12:1).

O profeta Jeremias denunciou o perigo de uma reforma externa sem uma transformação interna e a falsa confiança no templo, no culto, na liturgia. Jeremias 7:1-15

4.O adorador precisa entender que se Deus não for honrado no culto, ele é tempo perdido

O profeta Malaquias fala dos sacerdotes que não honravam a Deus. Eles desprezavam o culto. Eles não ofereciam o seu melhor. Eles faziam a obra do Senhor relaxadamente.

Deus aconselhou no caso a apagarem o fogo do altar e a fechar a porta da igreja. Estavam perdendo tempo.

A quem estamos honrando quando cultuamos: a nós mesmos ou a Deus? Tocamos e cantamos porque gostamos, ou o fazemos para glorificar aquele que é digno? O fariseu gostava de cantar QUANDO GRANDE ÉS TU diante do espelho.

5.O adorador precisa ter fome de Deus

Muitos pastores têm fome de livro e muitos músicos têm fome de partitura musical, mas não têm fome de Deus. Se não formos homens e mulheres de oração, nossa adoração será vazia.

Josafá antes de ver o milagre de Deus através da música, convocou o povo para jejuar. 2 Cr 20:22: “Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o Senhor emboscada contra…”. John Piper fala que jejum é ter fome de Deus.

A arte é fundamental. Estudem ao ponto da exaustão. É preciso tanger ao Senhor com arte e com júbilo. Mas se não conhecermos a intimidade de Deus, podemos ser peritos na música que o coração do povo não vai se derreter. Exemplo: O pastor da igreja Metodista de Seul.

Dependam do Espírito Santo, mais do que dos seus talentos.

6.O adorador precisa ter luz na mente e fogo no coração

O adorador é uma pessoa que arde no altar. Ele está inflamado pelo fogo de Deus. Ele está face a face com Deus. Ele está diante da shekiná de Deus. Ele lida com o sublime.

Adoração sem paixão, sem calor, sem entusiasmo não é adoração. Estar diante de Deus sem profundo senso de quebrantamento e admiração é uma impossibilidade.

O adorador vem do santos dos santos para a presença do povo. Seu rosto deve resplandecer. Sua alma deve estar em chamas. Seu louvor deve ser um aroma suave.

Ilustração: Magready, o ator inglês e o pregador.

O ministro de música de ONURI.

:: Por Hernandes Dias Lopes

Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/2010/03/adorador-se-tu-uma-bencao/

 

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A Condição Humana x Graça Divina

11 03 2010

Esse texto é um esboço de um sermão, baseado em Efésios 2:1-10, que preguei recentemente em minha Igreja. Espero que nos ajude a nos arrepender dos nossos pecados e nos entregar totalmente ao Senhor Jesus Cristo.

I) “Ele vos deu vida” (1)

Nossos pecados nos separam de Deus. É isso que o profeta Isaías nos diz “Vossos pecados fazem separação entre vocês e Deus”. Quando Adão pecou, juntamente com ele toda a raça humana caiu em pecado e assim morreu espiritualmente. Desde então todos nós somos uma espécie de aborto espiritual, já nascemos mortos. Isto é, nascemos já longe de Deus por causa dos pecados dos nossos pais. Esse maravilhoso trecho das Escrituras Sagradas nos informa que nós sofremos uma ação esplêndida da parte de Deus “Ele nos deu vida”. Estávamos afastados dEle, mas, ele fez resplandecer em nós a luz da sua glória. Assim como no começo, na criação, quando Deus disse “haja luz e houve luz”, assim também ele disse em nossos corações “haja luz” e passamos a enxergá-lo. Estávamos cegos, no escuro, sem mapa, nem ninguém que nos fizesse entender o verdadeiro sentido de viver, no entanto Deus resolveu nos dar vida e por isso vivemos.

II) “Éramos por natureza filhos da ira” (3)

Como somos filhos de pecadores, também somos pecadores. E como qualquer outro pecador, éramos por natureza filhos da Ira e destinados ao inferno. Há pessoas na Igreja que pensam que seus pecados não eram muitos antes de se tornarem crentes. Grande equívoco! Todos éramos imensos pecadores, mesmo se nunca tivermos cometidos os três pecados populares das mentes do brasileiros: matar, roubar e beber [bebida alcoólica]. O simples, porém complicado fato de não pensar em Deus antes de fazer todas as coisas e com o intuito de o glorificar, já mostra que éramos extremamente pecadores.

III) “Deus é rico em misericórdia” (4)

Não bastasse Deus ser misericordioso, Ele é rico em misericórdia, isto é, ele tem muita misericórdia. Após tanto desespero do homem ao conhecer seu terrível estado pecaminoso, surge então a inefável e maravilhosa misericórdia de Deus. Se o texto escrito por Paulo há dois mil anos terminasse no versículo anterior não restaria esperança para nós, mas, Deus é rico em misericórdia e resolveu, livremente, demonstrar sua misericórdia para nós. Só podemos louvá-lo diante de tamanha expressão de amor.

IV) “Nos ressuscitou juntamente com ele” (6)

Estávamos mortos em nosso próprios pecados, mas, Deus se fez homem e morreu, ou melhor se entregou para ressuscitar seu Filho e junto com ele nos ressuscitar para uma nova, melhor, perfeita e eterna vida com Ele próprio. E estamos, já na terra experimentando algumas das virtudes da salvação e experimentaremos em sua plenitude quando nos encontrarmos com o Senhor no céu.

V) “Nos fez assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus” (6)

Aqui entra em cena o dualismo teológico do já/ainda não. Isto por que já estamos assentados com Cristo nas regiões celestiais, mas, não em sua plenitude. Ainda precisamos viver nessa terra com tudo que isso implica, sorrir, chorar, trabalhar e infelizmente ainda não paramos de pecar. Qualquer pessoa consciente e sadia mentalmente sabe que continuamos a pecar, embora que não mais como antes de sermos cristãos. Não pecamos mais por prazer, mas, sim por que somos fracos.

VI) “Pela graça sois salvos” (8)

Na verdade, a salvação descrita aqui no texto grego é apresentada no tempo passado “tendo sido salvos”. O que nos aponta para a completude da operação divina, Deus já realizou nossa salvação quando Jesus morreu por nós “antes da fundação do mundo” como diz a Bíblia, porquê para Deus todas as coisas já aconteceram, Ele não é pego de surpresa, Ele é soberano e gracioso.

Não são nossas obras que nos salvam, obras não salvam ninguém e ninguém é bom a não ser Deus. A idéia de reencarnação a fim de melhorar o comportamento até chegar ao ponto de ser tão bom e se tornar um salvo é literalmente uma blasfêmia contra Deus. Jesus orou no Getsêmane: “Se possível for, afasta de mim este cálice”. E Deus não mostrou ser possível salvar o homem de outra forma. Não é por obra, não é por merecimento, não é por religiosidade, não é por ser rico, não é por ser bonito, talentoso, inteligente ou nenhuma outra coisa que o home pode ser salvo, apenas pela graça de Deus, e não há nada que o homem pode fazer para ser salvo, a não ser crer em Jesus Cristo de todo o seu coração e confiar nele.

Também não há nenhuma outra pessoa que nos leve para perto de Deus. Jesus mesmo disse; “Eu sou o Caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim”. Ele não abriu exceção à essa regra.

VII “Criados em Cristo Jesus para as boas obras” (10)

Na primeira criação Deus concedeu ao homem que cuidasse de seu maravilhoso jardim, mas, este não foi muito bem sucedido, agora que fomos recriados por Deus em Cristo Jesus, sim, seremos bem sucedidos. Deus nos criou e recriou para fazer boas obras, andarmos no bom caminho ajudando as pessoas e glorificando a Deus.

Não precisamos dessas obras para sermos salvos, nem tampouco Deus as aceitaria como pagamento dos pecados. Somente o sangue de Jesus é suficiente.

:: Por Bruno César

Fonte: http://sobteologia.blogspot.com/





O crescimento indiferente dos Evangélicos

11 03 2010

“Como será o futuro do nosso país? Surge a pergunta no olhar e na alma do povo…” estas são palavras do cantor João Alexandre em sua musica “pra cima Brasil”. Sem duvida esta é a nossa pergunta também ao nos depararmos com tanta pobreza, corrupção, injustiça social, etc.

O Brasil é um país lindo de um povo, apesar das inúmeras culturas diferentes, receptivo e alegre, mas que é conduzido por pessoas que não se importam com o povo, que são totalmente indiferentes aos reais problemas da sociedade, que constroem castelos com nosso dinheiro e enriquecem as nossas custas. Por mais que os governos no decorrer dos anos criem projetos políticos para melhorar a vida das pessoas, no Brasil ainda não se viu algo que pudesse impactar e fazer a diferença na nação. E porque não vimos nada que fez a diferença no Brasil?

O Brasil tem presenciado o crescimento da igreja evangélica, se nos anos 80 não chegávamos a 10 milhões, hoje estimasse quase 40 milhões de evangélicos na nação um crescimento muito significativo, pois hoje a igreja evangélica tem representantes em diversas áreas da sociedade. Não há duvidas do crescimento evangélico, os pastores usam os meios de comunicação e falam deste crescimento com muito orgulho, os evangélicos estão na política, na ciência e até nas novelas da rede globo. Mas todo este crescimento me faz repetir a pergunta que fiz acima: “porque não vimos nada fazer a diferença no Brasil?”

Parece-me que junto com o crescimento evangélico cresce também a fome, a pobreza, as injustiças sociais, os escândalos políticos, que em muitos casos evangélicos estão envolvidos, etc. Eu me pergunto até quando o crescimento evangélico no Brasil tem sido benéfico para a nação, qual a imagem que este crescimento esta trazendo a sociedade.
Quando olho para a Bíblia e para o que ela ensina sobre viver o cristianismo que Jesus viveu e ensinou não consigo enxergar o “sal da terra e luz do mundo” (Mt. 5:13-14) junto com esta igreja que tem crescido no Brasil. Jesus nos ensina a fazer a diferença sem indiferença onde quer que estejamos, Ele nos apresenta a viver uma vida contra-cultural que causa impacto na sociedade, que traz mudanças e que não esta indiferente aos problemas reais da nação. Onde Jesus passou houve mudança, as cidades onde ele pregou nunca mais foram as mesmas, as pessoas que ele alcançou tiveram mudança de vida porque Jesus não foi indiferente as pessoas que o cercavam. O cristianismo traz mudanças ele não é indiferente aos problemas da sociedade.

Me parece que a única mudança que existe com o crescimento da igreja evangélica é a mudança de religião. Agora somos evangélicos, mas continuamos indiferentes a pobreza dos outros. Somos evangélicos, mas não nos importa a corrupção política. Somos evangélicos, mas pagamos propina ao policial, fazemos “gato” de energia e água do vizinho. Somos quase 40 milhões de pessoas indiferentes a sociedade e como muito bem expressou meu amigo Jefferson somos “Crentes Homicidas”, pois em um Brasil com quase 40 milhões de evangélicos ainda existem cidades no interior nordestino e mais de 100 tribos indígenas sem a presença de nenhum.
Não quero ter “numerofobia” (medo dos números), pois é o meu desejo que a Palavra de Deus se propague e que os mais de 170 milhões de brasileiros, um povo tão sofrido conheçam aquele que pode dar refrigério as suas almas, Cristo Jesus. Mas de maneira alguma quer ter “numerolatria” (idolatria pelos números) e achar que o crescimento da igreja evangélica é uma “benção” para o Brasil. Quero ser ousado e dizer que se os milhões de evangélicos brasileiros não têm mudança de vida, não causam nenhum impacto, e são indiferentes a sociedade e aos problemas que nela existe este crescimento é inútil.

Não posso deixar de salientar o trabalho evangélico de impacto feito por uma minoria no Brasil. Conheço pessoas que realmente fazem a diferença na sociedade, igrejas que trabalham na recuperação de presidiários, drogados, etc. e quero fazer menção do projeto “Cidade Viva” organizado pela Igreja Batista do Bessa em João Pessoa-PB onde o Pastor Sergio Queiroz desenvolve este trabalho com amor e dedicação. Fico feliz e triste ao mesmo tempo pois sei que existe muito a se fazer ainda.

É preciso e urgente nos voltarmos para a Palavra de Deus, aprendermos a viver um cristianismo pratico onde as pessoas da nossa sociedade possam ver Cristo sendo refletido em nossas vidas não apenas por causa da nomenclatura de evangélicos, mas por termos uma conduta de vida que faz a diferença como diz a musica da banda de rock Oficina G3 “o amor gera atitude comece a agir deixa de falar só com palavras não se pode mudar”. É o meu desejo que possamos olhar mais para nossa nação, entender que os problemas existentes nela são nossos problemas também e fazermos a diferença seguindo o conselho do mestre Jesus quando disse: “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem o Pai de vocês, que esta nos céus” (Mt. 5:16).

:: Por Edvaldo C.S. Filho

Fonte: http://teologiaeacao.blogspot.com





Busque as primeiras coisas primeiro

10 03 2010

A vida é feita de escolhas. Todos os dias tomamos decisões que afetam a nossa vida. A vida é um reflexo das decisões que tomamos. Como tomar as decisões certas? Como fazer as melhores escolhas? Muitas vezes, temos de escolher não apenas entre o bem e o mal, mas entre o bom e o melhor. Não poucas vezes, são coisas boas em si mesmas que nos afastam do nosso alvo mais excelente. Sempre que sacrificamos no altar do urgente as coisas importantes, estamos invertendo as prioridades da vida. Na busca das primeiras coisas primeiro, precisamos estabelecer prioridades corretas:

1. Deus antes das pessoas (Mt 12.28-31) – No Universo existe Deus, pessoas e coisas. Devemos adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas. Se cultuarmos a nós mesmos, iremos desprezar a Deus, amar as coisas e usar as pessoas. Devemos amar a Deus sobre todas as coisas. Ele deve ocupar o primeiro lugar em nossa vida, em nossa agenda, e em nossos sonhos. Devemos buscar o reino de Deus em primeiro lugar em nossa vida (Mt 6.33). Se estivermos tão ocupados a ponto de não termos tempo para Deus nem para a sua Igreja, estaremos ocupados demais.

2. As pessoas antes das coisas (Mc 12.31) – O mundo valoriza o ter mais do que o ser. As pessoas valem o quanto têm. Mas, pessoas são mais importantes do que coisas. O trabalho é uma coisa boa, ganhar dinheiro para o sustento da família é uma necessidade básica, mas não podemos esquecer ou desprezar o cônjuge e os filhos e sacrificar o relacionamento familiar para ajuntarmos mais bens materiais. Os que querem ficar ricos caem em muitas ciladas e angústias, enquanto a piedade com o contentamento é grande fonte de lucro (1Tm 6.6-10).

3. O cônjuge antes dos filhos (Mc 10.7-9) – Os filhos são herança de Deus, mas não devem ocupar o lugar do cônjuge. Pecamos contra os nossos próprios filhos quando damos mais atenção a eles do que ao cônjuge. O maior bem que podemos fazer aos filhos é amar o cônjuge. Quando os pais vivem em harmonia, amor e fidelidade, os filhos sentem-se seguros e protegidos. A falência do casamento é um desastre na vida emocional e espiritual dos filhos. Marido e mulher tornam-se uma só carne. Os filhos nascem, crescem e saem do ninho, mas a relação maridomulher só deve ser interrompida pela morte (Rm 7.2).

4. Os filhos antes dos amigos (Pv 22.6) – Os pais precisam investir tempo, cuidado e carinho na educação dos filhos (Dt 6.6-9). Os filhos são educados não apenas com palavras, mas, sobretudo, com exemplo (Pv 22.6). Os filhos precisam não apenas de presentes, mas, principalmente, de presença. Precisamos criar pontes de amizade com os nossos filhos, ter tempo para eles, ouvi-los, orientá-los, encorajá-los e discipliná-los. Eles devem vir antes dos amigos. A família merece o melhor do nosso tempo e da nossa atenção.

5. O cônjuge antes de si mesmo (Ef 5.29) – O egoísmo é a antítese do amor. O amor não é egocentralizado, mas outrocentralizado. Não nos casamos para sermos felizes, mas para fazermos o nosso cônjuge feliz. Nosso alvo no casamento não é satisfazer a nossa própria vontade, mas agradar ao nosso cônjuge (1Co 7.33). O outro vem antes do eu. Renúncia do eu e investimento no outro é o caminho para a realização da felicidade conjugal. Enfrentamento dos problemas, e não a fuga deles, é a forma mais sensata de solucionarmos os conflitos conjugais.

Nossos valores dirigem nossas escolhas e ações. Precisamos ser eficientes não apenas para lidar com coisas, mas, sobretudo, para tratar com pessoas. O Cristianismo trata essencialmente com relacionamentos. Que possamos ter discernimento para buscarmos as primeiras coisas primeiro.

:: Por Pr. Hernandes Dias Lopes
Fonte: Jornal Atos Hoje